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A renda que vem da reciclagem

09/01/2018

Catadora de Chapecó sustenta a família e gera empregos

Neli Tereza da Silva vive em Chapecó e tem 50 anos. Há mais de 20, ela se dedica a um trabalho árduo: a coleta de materiais recicláveis.  “Comecei a trabalhar no antigo lixão, morava lá. Depois passei a trazer o material na minha casa, sempre trabalhando com reciclagem”, conta Neli.

No começo, a atividade era ainda mais difícil. O material era transportado em carroças que usavam tração animal. Mas essa forma de transporte foi proibida. Neli então passou a percorrer muitos quilômetros usando um carrinho, que ela mesma puxava, para coletar o material. Força, nunca faltou. E nem persistência para superar os desafios diários de uma rotina puxada. Mas o peso de longos trajetos carregando material reciclável deixou sequelas. Neli passou a ter problemas de coluna. O trabalho ficou comprometido. A renda da família também.

Era preciso investir mais para poder continuar na atividade. Atuando na informalidade, Neli teria dificuldades em conseguir crédito nas instituições financeiras convencionais. Foi então que encontrou a Credioeste. A agente de crédito Beatriz Buczkoski conta que encontrou Neli ao realizar uma ação de divulgação do serviço entre catadores de material reciclável na região do bairro São Pedro, há cerca de quatro anos. “Eu costumava visitar o bairro para divulgar o trabalho da Credioeste. Conheci a Neli, fizemos o primeiro crédito e hoje, já temos 07 realizados.”

De crédito em crédito, Neli foi evoluindo e melhorando as condições de trabalho. Com o último empréstimo, conseguiu adquirir um veículo utilitário. “A Credioeste significou tudo para mim. Eu tenho problema na coluna, não poderia mais recolher o material com carrinho. A caminhonete é muito importante, para que eu consiga continuar trabalhando e mantendo a minha família”, explica Neli.

Além de manter a própria família, Neli também ajuda no sustento de outras pessoas. Pelo menos cinco moradores do bairro trabalham com ela e dependem dessa renda. Se o negócio vai bem, muita gente sai ganhando. Isso é o que Neli espera para o futuro. “Tenho muita coisa pra fazer na minha casa, no meu terreno. Espero continuar contando com a Credioeste.”

Para a agente Beatriz, a parceria promete ser duradoura: “É uma satisfação atender pessoas como a Neli. Apesar de todas as dificuldades, ela tem um histórico excelente de pontualidade nos pagamentos, por isso, pode sempre contar com a Credioste. Neli é um exemplo para todos nós”.

Dona de uma história inspiradora, ao olhar para a própria trajetória, Neli se diz realizada. E faz planos ainda maiores: “Eu estou com 50 anos e tenho muita garra ainda para trabalhar. Quero conquistar muita coisa. Imagino um futuro brilhante”, conclui.

Sobre a Credioeste

A Credioeste é uma organização sem fins lucrativos, criada para atender empreendedores formais e informais. O objetivo é apoiar o desenvolvimento dos pequenos negócios, mantendo e gerando postos de trabalho, ocupação e renda por meio da concessão de crédito para capital de giro, capital fixo e capital misto.

Começou as atividades em novembro de 1999, em Chapecó, tendo como vantagem a desburocratização dos créditos, com liberação em 24 horas. Os valores vão até R$ 10 mil, com pagamento de 06 a 24 meses.

Além da sede em Chapecó, conta com três pontos avançados de atendimento Nonoai (RS), que atende o norte do Rio Grande do Sul, Passo Fundo (RS) e Pinhalzinho (SC).

O presidente da Credioste, Ivonei Barbiero, destaca que o microcrédito vem desempenhando um importante papel no desenvolvimento de pequenos negócios, porém, muitos empreendedores não conhecem a solução. “Nosso desafio é mostrar que esse tipo de financiamento existe e que pode ser representativo para determinados investimentos necessários aos pequenos empreendimentos. Em Santa Catarina, as microfinanças evoluíram de forma extraordinária”, comenta Barbiero.

Fonte: MARCOS A. BEDIN - MB Comunicação Empresarial/Organizacional